quinta-feira, 3 de março de 2011

Fazendo novos amigos

Ao passar por um bairro residêncial comum, fui alarmado por gritos que saiam de um beco, me escondi atrás de um carro, pus meu facão em mãos e me preparei, olhei rapidamente por cima do carro para ver o que acontecia quando vi uma mulher correndo de três dessas pessoas loucas, sei que não devia bancar o herói, mas acho que qualquer ajuda extra seria bem vinda.
Assim que ela passou por mim eu corri em direção aos três, como uma espécie de Jason sem mascara, um deles bateu de frente comigo e caiu ao chão, os outros ignoraram a mulher e decidiram me atacar. Comecei pelos dois que ainda estavam em pé, pois dariam mais problema, um me atacou com suas mãos como se quisesse me arranhar, eu me afastei e ataquei com o facão em seu joelho, ele se ajoelhou e acabou baixando a guarda para o golpe final, uma facada na cabeça, só me faltavam dois agora. O que estava caído se levantou e veio pra cima de mim, ele acabou conseguindo me derrubar enquanto o outro veio ao seu auxilio.
_Socorro, rápido são muitos! - gritei para a mulher que eu acabara de salvar, ela estava em choque e nada fez. - _Rápido não vou agüentar muito tempo aqui!
Pensei que era meu fim, um já era muito forte dois então, se pelo menos eu pudesse alcançar meu revólver, mas as minhas duas mãos estavam ocupadas tentando afastar os atacantes, imaginei que aquele seria meu fim certo quando um jato de sangue quente atingiu meu rosto, um deles acabara de receber um tiro certeiro, o outro procurava quem havia atacado seu companheiro e nesse momento, sorrateiramente peguei meu facão e encravei na cabeça dele.
Levantei-me e fui em direção a garota que estava parada chorando no chão:
_Que forma estranha de agradecer a pessoa que acabou de te salvar hein, deixar ele pra morrer.
Ela se levantou e me abraçou, não conseguia parar de chorar:
_Me desculpe, me desculpe. . . eu . . . me desculpe.
Ela estava em choque, mau conseguia raciocinar e estava com várias feridas. A porta de uma casa se abriu e de dentro saiu uma mulher de cabelos curtos, magra, usando uma jaqueta verde como as do exército e uma pistola na mão.
_Hei vocês dois, venham aqui. Nos aproximamos da porta e antes que entrasse-mos ela nos perguntou: _Algum de vocês foi mordido?
_Eu não fui.
_Eu fui - respondeu a garota que estava do meu lado - um dos que estavam me atacando era meu namorado ele me mordeu.
_Qual seu nome?
_Meu nome e Dayane.
_Lamento Dayane, nada pessoal. - Rapidamente ela sacou a arma e deu um tiro, sem misericórdia alguma na cabeça da pobre garota eu fiquei espantado e antes que pudesse reagir, a arma já estava apontando pra minha cabeça: - e você, qual seu nome?
_Thi...Thi... Thiago.
_Prazer Thiago, meu nome e Bruna, seja bem vindo a minha casa, não vamos ficar dando sopa aqui fora, entre, pode parecer assustador o que aconteceu mas tenho bons motivos e vou ter prazer de te explicar tudo assim que estivermos mais seguros.

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